sexta-feira, junho 27, 2014

Pó de Fadas!


Hoje não trago uma receita, apenas uma dica e um Obrigada.

Hoje a educadora do meu filho faz anos. Dizer que ela é educadora na sala de jardim-de-infância onde o meu filho passa os dias não faz, de facto, minimamente justiça ao papel que ela tem na vida dele e, por conseguinte, na nossa. O Diogo só foi para a escola com 3 anos, já que eu tive a sorte de ter a minha mãe em casa e disponível para tomar conta dele até essa idade. Se isso é bom porque ele ficou com todo o miminho que as crianças devem ter até essa idade, também significava que a transição para o ambiente escolar seria, muito provavelmente, mais difícil.

Não foi. A todos os níveis, foi um período calmo e pacífico, para ele e para nós. E hoje eu sei que isso se deve não só ao temperamento dele, mas muito provavelmente também, em grande medida, à pessoa incrível que estava com ele o dia todo. Antes de o inscrever numa escola nós procurámos muito, considerámos várias hipóteses, mas assim que falámos com as responsáveis por esta escola, a decisão ficou tomada. Toda a equipa tem uma dedicação e um evidente amor pela profissão que exerce que está patente em tudo o que fazem (e que nos obrigam a fazer, como a festa de Natal anual… Fica para a próxima porque estas festas merecem um post só para elas!).

Em Outubro o Diogo faz 5 anos e em Setembro faz 2 anos que está naquela escola, com aquela equipa e, em particular, com a Teresa, a educadora. Ao longo dos últimos dois anos a nossa decisão de o pôr nas mãos dela foi-se confirmando como a melhor decisão que poderíamos ter tomado. Eu também sou professora e sei, por experiência própria, a importância que tem quem ensina, tanto por ver o impacto que tenho (às vezes) na vida dos meus alunos, como por me lembrar do impacto que alguns professores tiveram na minha vida. Um deles determinou, inclusive, a minha escolha de área de estudo no ensino superior. Acredito, especialmente, na importância dos professores no início da vida académica dos alunos: são esses que estabelecem as bases de tudo o que se vai aprender pela vida fora e são tão importantes essas bases!

Por tudo isto, só posso agradecer a Deus ter colocado no nosso caminho a Teresa, a melhor educadora que o meu filho poderia ter e que lhe está a dar, acredito, o melhor começo que é possível dar-se a uma criança, em particular a uma criança como o Diogo. Ele era tímido, calado, muito fechado sobre ele mesmo, com muitas dificuldades de relacionamento com as outras crianças, e os cuidados da Teresa (e de toda a equipa da escola) fizeram-no abrir-se ao mundo e receber de braços abertos a vida com tudo de bom e menos bom que ela tem.

Assim, à Teresa, um grande beijinho de Parabéns e um MUITO OBRIGADA, por tudo o que já fez por nós e por tudo o que vai continuar a fazer, porque o Diogo ainda tem mais um ano de jardim-de-infância e porque este que está aqui ainda na barriga da mãe também há-de ser, se Deus quiser, educado pela mesma equipa. E não quero esquecer todas as outras pessoas maravilhosas que lá estão e não fazem anos hoje: a Paula, a Sofia, a Clara, a Sara, a Mi, a Laura e a Sónia. Todas tornam os dias do Diogo melhores e a minha vida muito mais fácil pelo excelente trabalho que fazem. A todas o meu Muito Obrigada!

E agora a dica, que o post já vai longo demais! A vida é um corrupio e só ontem à noite me apercebi que o dia de aniversário da Teresa era hoje. Então não tive tempo de fazer uma prendinha, ou sequer de procurar uma que pudesse comprar. Como hoje foi dia de praia, muitos dos pais que pensam como nós juntaram-se aos meninos na praia para comemorar os anos da professora e nós também fomos, com umas bolachinhas mágicas, polvilhadas com pó de fada.



A receita das bolachas não é nova, é esta mas envolvi as bolinhas de massa, antes de ir ao forno, em açúcar colorido, neste caso violeta que, nas bolachas, ficou rosa. E é deste “pó de fadas” que vos quero falar: é tão fácil de fazer! É só pôr açúcar granulado branco num saco, juntar umas gotas de corante (pode ser roxo, rosa, vermelho, verde, azul… o céu é o limite!), fechar bem o saco e amassar e agitar de forma a distribuir bem o corante.


Quando o açúcar estiver todo da mesma cor e com a profundidade de cor pretendida, espalhar num recipiente e deixar secar. Uma ou duas horas é suficiente, pelo menos no Verão, mas na dúvida, deixar de um dia para o outro. Guardar num recipiente hermeticamente fechado (como todo o açúcar) e usar na decoração de bolos, bolachas e bolinhos. Este já serviu para uns cupcakes de uma menina que adora a Violetta (daí a cor), e para estas bolachinhas. Ainda há aqui algum, vamos a ver como o uso!

quinta-feira, junho 26, 2014

Mix de Frutos Secos Salgados




Para nós, o Mundial está, muito provavelmente, a acabar, mas em contrapartida, o Verão está mesmo a começar! E esta receita, que nem é bem uma receita, é perfeita para tardes de Verão na companhia de amigos e uma cerveja geladinha (ou, para quem está grácida como eu, uma limonada bem fresca)!

Ingredientes:
1 ch. amêndoas, com ou sem pele
1 ch. caju cru
1/2 ch. sementes de abóbora
1-2 c. sopa azeite
1/2 c. chá pimentão doce
sal fino a gosto (provavelmente entre 1 a 3 c. chá)
Uma pitada de flor de sal (opcional)

Misturar todos os ingredientes excepto a flor de sal numa taça, mexendo de forma a que todos os frutos fiquem envolvidos no azeite e no sal. Ir colocando o sal aos poucos até todos os frutos secos estarem temperados. Na dúvida, provar. Se necessário, acrescentar um pouco mais de azeite.

Colocar num tabuleiro forrado com papel de alumínio ou papel vegetal e levar ao forno aquecido a 200º até estarem dourados, 10 a 15 minutos, mexendo de vez em quando. É preciso vigiar com atenção pois os frutos secos rapidamente passam de tostados a queimados. Tirar do forno, despejar para um recipiente de pyrex ou cerâmica e polvilhar com uma pitada de flor de sal, se desejado. Deixar arrefecer e servir.

Notas:
- Para quem gosta (e nós gostamos), pode-se juntar um pouco de piri-piri ou pimentão picante para ficar uma mistura picante. Desta vez não o fiz para que o piolho cá de casa pudesse provar.
- Se tivesse, tinha misturado uma colher de chá bem cheia de alecrim bem picadinho. Recomendo vivamente!


quinta-feira, junho 12, 2014

Gelado de Coco

Nos últimos tempos tenho feito algumas receitas interessantes, mas não tenho tido tempo de as fotografar, por isso vou adiando a publicação até as fazer novamente (e ter tempo de tirar umas fotos, nem que sejam manhosas). Mas hoje, com este calor que resolveu aparecer de repente e lembrar-nos que o Verão está, literalmente, ao virar da esquina, achei que tinha mesmo que partilhar aquele que é o meu novo gelado preferido: gelado de coco, feito em casa, com 3 ingredientes e zero esforço. Fica maravilhoso e acho que um dia destes me vou dar ao trabalho de o complementar com puré de manga, num swirl pelo meio do gelado de coco, ou talvez um ananás picado no robot de cozinha a fazer as vezes de piña colada. Hummm...

Gelado de Côco

600 ml leite de coco (não light)
1 lata de leite condensado
sumo de 1 limão

Misturar tudo. Levar ao congelador até solidificar. Regalar-se em dias de calor intenso, ou nem por isso!

E é isto, é mesmo assim tão simples. Lá em casa ainda há um restinho, se tiver tempo (e me lembrar) este fim-de-semana ainda tiro uma foto catita para pôr aqui, se bem que seria uma foto de gelado branco. É melhor come-lo em 2 ou 3 dias, mas se ficar mais tempo no congelador é só tira-lo uns 10 minutos antes de servir e está o problema resolvido. Fica sempre cremoso, sem cristais, e sem ser preciso andar a bater enquanto congela (graças ao leite condensado). E sabe exactamente a coco fresco! Tão bom!