quarta-feira, junho 22, 2011

Bolo de Mármore... "With a Twist"!


Há dias apeteceu-me fazer um bolo, mas também me apetecia usar a manteiga de amendoim que tinha no frigorífico há uns tempos… Lembrei-me da combinação tão americana de chocolate com manteiga de amendoim e daí ao bolo de mármore, foi um saltinho!

Ingredientes:
6 ovos
150 g manteiga ou margarina
100 g manteiga de amendoim
2 ch. açúcar
3 ch. farinha com fermento
100 g chocolate preto

Pré-aquecer o forno a 180º. Barrar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma sem buraco.

Amolecer a manteiga ou margarina no microondas e bater com a manteiga de amendoim até estarem bem misturadas. Juntar o açúcar e bater até estar fofo. Juntar os ovos um a um, batendo bem entre cada adição. Juntar a farinha e envolver sem bater.

Separar metade da massa noutra taça. Derreter o chocolate no microondas ou em banho-maria e juntar a metade da massa. Envolver até estar bem distribuído.

Deitar na forma preparada a massa sem chocolate. Deitar a massa de chocolate por cima às colheradas, fazer espirais nas duas massas com um palito ou uma faca, alisar e levar ao forno, cerca de 40 minutos ou até um palito espetado no centro sair seco.

Notas:
- Pode-se fazer numa forma de buraco. Nesse caso, separar apenas 1/3 da massa para juntar o chocolate, fazer uma camada de massa branca, uma de massa de chocolate e nova camada de massa branca. Cozer como indicado.

- Esta receita é a mesma do Bolo de Mármore da Minha Mãe, que já aqui publiquei; apenas reduzi a manteiga e juntei a manteiga de amendoim, e usei chocolate em barra, em vez de cacau em pó. Ficou uma delícia!

- Não sei porquê, não consigo colocar uma foto neste post... Fica para a próxima... Se calhar o Blogger está a começar a fazer triagem e só deixa colocar boas fotos... Estou feita! ;-)

sexta-feira, junho 17, 2011

Doce de Cereja

Esta receita não é minha, nem tão pouco fui eu que a fiz. É a receita da minha mãe, nascida da experiência e da consulta a todos os livros de culinária que têm receitas de compotas que lá há em casa (acreditem, são muitos!). É fácil de fazer e tenho a certeza que a minha mãe não se importa que eu a partilhe com o mundo.

Vejo a minha mãe fazer doces e compotas desde pequena, sempre com excelentes resultados. Com o tempo aprendi que não é, propriamente, preciso ter “mão para doces”, só alguns conhecimentos básicos e muita paciência. É que estes demoram a fazer, este em particular: é preciso tirar os caroços às cerejas (embora já o tenha comido com caroços – não gostei!), pesar a fruta e o açúcar, juntar o sumo do limão porque as cerejas têm pouca pectina e, por fim, esperar que o calor faça magia e transforme uma confusão de fruta e açúcar na maravilha que é este doce. E a magia demora tempo. Mas vale a pena, como vale a pena!

Esta receita vai sem foto, se querem ver o aspecto dele espreitem a foto do requeijão, ele aparece lá em todo o seu esplendor e fabulosa companhia!

Ingredientes:
1 kg cerejas descaroçadas (contem com cerca de 200 a 300 g por kg para os caroços)
750 g açúcar
Sumo de 1 limão

Preparação:
Deitar num tacho grande (o doce tem tendência a subir e ganhar espuma) as cerejas descaroçadas (se preferirem, partidas a meio) e o açúcar, em camadas. Juntar o sumo do limão e mexer um pouco com uma colher de pau.

Levar a lume médio até ferver, reduzir o lume e deixar ferver até atingir ponto de estrada. De vez em quando, retirar a espuma que se vai formando com uma escumadeira, se necessário. Para verificar o ponto, colocar um pratinho no congelador por 10 minutos, retirar e deitar uma colher de sopa de doce. Ao passar a colher no meio deve formar-se um sulco que não desaparece imediatamente.

Deitar, ainda bem quente, em frascos esterilizados, tapar bem, virar ao contrário e deixar arrefecer. Este procedimento faz com que o doce dure mais depois de pronto, sem ser necessário colocar no frigorífico.

Notas:
- As cerejas devem ser maduras, mas firmes e sem imperfeições. Como têm pouca pectina (a substância que faz engrossar os doces), junta-se o sumo de limão. Em alternativa, pode-se comprar pectina, mas não me perguntem onde nem como funciona: lá em casa nunca se usou.
- Para esterilizar os frascos, devem ferver-se em bastante água, os frascos e as tampas, durante 5 a 10 minutos.
- Se se quiser guardar o doce durante mais tempo, ou se fizer uma quantidade muito grande, devem-se pasteurizar os frascos depois de cheios: colocam-se, fechados, numa panela grande, cobrem-se com água e deixam-se ferver até que deixem de sair bolhinhas de ar dos frascos. Este procedimento cria um vácuo dentro dos frascos e o doce dura, literalmente, anos (2 anos sem dúvida), se os gulosos aí em casa permitirem. Aprendi isto num workshop de compotas e licores a que assisti com a minha mãe, há já alguns anos, aqui. Se conseguirem apanhar um no mesmo sítio, recomendo vivamente, foi maravilhoso!
- Devem usar-se frascos com tampa de metal, que vedem hermeticamente e sejam resistentes ao calor (isto é, não tenham tampas de plástico que derretam no processo de pasteurização).

quinta-feira, junho 16, 2011

Requeijão



Uma coisa tão simples e, no entanto, tão boa e tão fácil de fazer… É verdadeiramente inacreditável os resultados que se conseguem com um pacote de leite do dia, um limão e alguma (pouquíssima) paciência!

Vi esta receita em vários sítios, com algumas variações: aqui e aqui, por exemplo. Vi outra, ligeiramente diferente, aqui. Resolvi fazer assim, cortando um pouco às natas (que me parece que podem ser eliminadas de todo) e deixando escorrer menos tempo para que fique mais fofo, como costuma ser o requeijão português, e menos denso, como costuma ser a ricotta italiana.


Recomendo, em particular como o mostro aqui: acompanhado do doce de abóbora com nozes e amêndoas e do doce de cereja da minha mãe. Essas receitas também cá hão-de vir parar, são boas demais para não partilhar!
 
Ingredientes (para cerca de 300g de requeijão):
1 l leite gordo do dia
100 ml natas
1 pitada de sal
Sumo de 1 limão médio (cerca de 80 ml)

Preparação:

Leva-se ao lume, num tacho grande, o leite, as natas e o sal. Deixa-se levantar fervura e junta-se o sumo de limão, mexendo sempre com uma vara de arames. Deixa-se ferver até o leite coalhar e o soro se separar. 

Este processo não demora mais de 30 segundos a 1 minuto. Se o tempo passar e não acontecer nada, ou o leite ficar granuloso mas com um cheiro a azedo e sem se ver bem o soro esverdeado separado dos coalhos, então é porque não resultou.

Forrar um passador de rede com um pano de algodão limpo e verter para aí a mistura, devagar, para não sair por fora. Deixar escorrer sobre um recipiente 20 a 30 minutos, à temperatura ambiente. Para um requeijão mais consistente, escorrer mais tempo, não mais do que uma hora.

Deitar num recipiente com tampa, fechar bem e levar ao frigorífico até arrefecer completamente.

Notas:
- O leite tem que ser do dia, com o UHT não funciona – sim, eu experimentei.
- Não me perguntem quanto tempo dura no frigorífico, já fiz duas vezes e das duas não durou mais do que 48 horas… Pelo menos isso, dura, mais do que isso não sei, mas também duvido que venha a pôr-se o problema :-)

quarta-feira, junho 15, 2011

Pãezinhos de Alecrim


Pois é… O diabo da massa é tão versátil e aquela mulher tem tantas ideias boas que eu tinha que a usar mais uma vez… No mesmo dia em que fiz os rolos de canela, com metade da massa, fiz estes pães de alecrim. Na verdade o alecrim foi só por cima, mas ficaram tão bons, mas tão bons, que também não sobrou nenhum!

Estes pães podem, perfeitamente, ser feitos com qualquer massa de pão, esta foi a que tinha à mão naquele momento. A ideia é perfumar levemente os pães com o alecrim e dar-lhes um brilho especial com a manteiga. Ficam deliciosos, embora bastante mais doces do que eu gostaria. Para a próxima, quer para fazer estes pães, quer para fazer os rolos de canela, vou cortar a quantidade de açúcar pela metade, é mais do que suficiente.

Ingredientes (para 12 pães – receita daqui):
Metade da massa dos rolos de canela
50 g manteiga
2 ou 3 hastes de alecrim fresco, lavadas e secas
Sal grosso

Preparação:
Fazer a massa como para os rolos de canela. Em vez de esticar, cortar em 12 bocados iguais. Para conseguir que os pães fiquem todos mais ou menos com o mesmo tamanho pode-se usar uma balança, mas eu faço simplesmente isto: formo um rolo com a massa, corto a meio, corto cada metade novamente a meio e cada bocado em três. É mais fácil de cortar pedaços mais ou menos homogéneos e dá menos trabalho do que pesar. Afinal, isto (ainda) não é nenhuma padaria!

Com cada bocado fazer uma bola: enrolar nas palmas das mãos e puxar a massa, de cima para baixo, para ficar com uma bolinha com a parte de cima bem esticada e lisa. Colocar num tabuleiro untado com manteiga (usei um tabuleiro de 20x35 cm). Deixar levedar até dobrarem de volume.

Derreter a manteiga no microondas. Retirar as folhas das hastes de alecrim e picá-las finamente. Pré-aquecer o forno a 200º.

Quando os pães tiverem dobrado de volume, pincelá-los cuidadosamente com a manteiga, para não perderem volume. Polvilhar com o alecrim (a gosto, eu usei relativamente pouco e acho que para a próxima ponho mais) e com uma pitada de sal grosso. Levar ao forno até estarem dourados, 15 a 20 minutos.

Tirar do forno, escaldar-se a tentar tirá-los logo do tabuleiro para os servir aos amigos que esperam na sala, desistir e levar tabuleiro e tudo. Comer e aceitar descaradamente todos os elogios como se a ideia e a receita fossem apenas suas ;-)

segunda-feira, junho 13, 2011

Um Pequeno-Almoço (Muito) Diferente...




Ou lanche… ou sobremesa… Ou só porque apetece…

Adoro papas de aveia. Não me perguntem porquê, não é uma coisa que comesse enquanto criança (aliás, enquanto criança eu nem gostava nada de papas nenhumas!), não estão na moda nem me trazem recordações particularmente boas (nem más… nenhumas, para dizer a verdade). Simplesmente gosto. Experimentei uma vez e gostei e, desde aí, já fiz papas de aveia com tudo e mais alguma coisa, desde fruta até ovos escalfados e adoro todas as versões.

Mas isto… Isto não são papas de aveia… Isto nem sequer devia ser permitido ao pequeno-almoço… Pronto, provavelmente não é, mas foi! Foi precisamente ao pequeno-almoço que as comi, com uma chávena de café bem quente e estava divinal! Admito que é um exagero, mas esses também fazem falta, por isso, sugiro que façam isto num daqueles dias em que apetece fugir de tudo e de todos. Garanto que, além de ficarem com a barriga cheia umas boas 3 ou 4 horas, ainda ficam com um bom humor imbatível!

Papas de Aveia com Chocolate


Ingredientes (para 1 pessoa):
½ ch. flocos de aveia
1 ch. leite
1 pitada sal
50 g chocolate amargo
Açúcar a gosto

Preparação:
Num tachinho pequeno juntar o leite, a aveia e o sal (apenas uma pitada, a ideia não é deixar a aveia temperada, apenas fazer sobressair o sabor). Levar ao lume e, depois de levantar fervura, deixar cozer em lume brando até a aveia absorver todo o leite e ficar cremosa, cerca de 5 minutos.

Retirar do lume, juntar o chocolate partido em pedaços e mexer bem até que se derreta e incorpore na aveia. Adoçar a gosto e servir imediatamente.

sexta-feira, junho 10, 2011

Rolos de Canela (e Chocolate)


Quando aqui pus a receita de Bola de Carne avisei que ia usar aquela massa mais vezes e que não tardaria muito até fazer os benditos (e como!) rolos de canela. Pois bem, aqui estão eles e só há mesmo uma coisa a dizer: U-A-U!!!!!

A sério, devemos todos tirar aqui um momento e dar GRAÇAS AOS CÉUS por existirem maravilhas destas! Tão bom, mas tão bom, que nem vou mesmo dizer mais nada! Aqui fica a receita.


Ingredientes (fiz metade da receita original e deu um lanche extremamente abundante para 5 pessoas bem gulosas)

0,5 l leite (2 ch.)
½ ch. açúcar
100 g manteiga ou margarina
4 ch. + ½ ch. farinha sem fermento tipo 65 (acabei por usar 4 ½ + ½, ou seja, 5 no total)
1 pacote fermento de padeiro seco (usei Fermipan)
½ c. chá bem cheia de fermento em pó
½ c. chá mal cheia de bicarbonato de sódio
½ c. sopa sal
Manteiga derretida, açúcar e canela para o recheio

Preparação:
Numa panela bem grande (de preferência de fundo grosso porque retém o calor e ajuda a levedar mais depressa) escaldar (aquecer até estar quase a ferver) o leite com o açúcar e a manteiga. Deixar arrefecer até estar morno (um morno mais quente). A sugestão da Pioneer Woman é tocar os lados da panela e ver se está “confortavelmente quente”. Ou seja, já não escalda…

Juntar 2 ch. de farinha e o fermento de padeiro e mexer até incorporar. Juntar mais duas chávenas de farinha (acabei por juntar mais ½) e mexer bem até estar homogéneo. Tapar e deixar levedar até dobrar de volume. Aqui é que compensa usar uma panela de fundo grosso ou térmico: neste caso demora cerca de 30 minutos.

Juntar mais ½ ch. de farinha, o fermento em pó, o bicarbonato e o sal e mexer bem. Desta vez, como ainda era cedo para fazer os rolos para o lanche, tapei o tacho e pus tudo no frigorífico umas 2 ou 3 horas. Acho que vou fazer isso mais vezes porque a massa ficou muito mais fácil de trabalhar. Atenção porque a massa continua a crescer no frigorífico, se quiserem lá deixá-la mais tempo têm que lhe dar umas porradas com a colher de pau de vez em quando…

Quando se quiser fazer os rolos, retirar a massa para a bancada enfarinhada e esticar com o rolo até ficar um rectângulo com uma espessura de cerca de 0,5 cm a 1 cm. Derreter manteiga suficiente para cobrir bem toda a massa (devo ter usado cerca de 50 a 70 g para metade da massa) e espalhá-la por cima. Não vale a pena estar com pincéis: é despejar a manteiga em cima da massa e espalhar bem com os dedos mesmo…

Polvilhar abundantemente com açúcar e canela e, se forem cabeças de alho chocho como eu e se vos acabar a canela, polvilhem o resto com chocolate preto picado (garanto que não se arrependem).

 

Enrolar a partir do lado mais comprido, apertando bem. Como eu tive que fazer uma pausa para picar o chocolate porque fiquei sem canela, quando enrolei a manteiga já não estava líquida. Acho que vou fazer isto mais vezes também, porque assim não saiu nenhuma pelos lados…

Cortar em rodelas de 2 a 3 cm de espessura e dispor, com os lados cortados virados para cima, numa forma ou tabuleiro generosamente untado com manteiga (tem que ser mesmo muito bem untado, isto pega-se ao fundo que é uma coisa doida por causa do açúcar do recheio). Tapar com um pano e deixar levedar até voltar a dobrar de volume.

Pré-aquecer o forno a 200º e cozer os rolos até estarem levemente dourados. A receita original inclui uma cobertura de açúcar mas, sinceramente, parece-me um sacrilégio fazer mais com estas pequenas maravilhas do que comê-las, de preferência assim que saírem do forno. São, sem dúvida, uma das melhores coisas que comi nos últimos tempo e a massa é tão leve que se comem quase sem dar por isso. Pena que a balança não concorde…

Notas:
- Não há muito a acrescentar a não ser, talvez: FAÇAM ISTO JÁ! A sério, façam-me lá a vontade e experimentem, é de comer e chorar por mais! Literalmente!
- A receita original usa óleo vegetal, que eu sempre substituo por manteiga ou margarina.
- Não usei a massa toda para os rolos; metade usei para fazer uns pães de alecrim que hão-de vir aqui parar em breve. Ou seja, esta quantidade de massa dá para o dobro dos rolos. Mas que grande maçada… Se não souberem o que lhes fazer, eu ofereço-me para ajudar a comer ;-) Se forem egoístas e não quiserem partilhar, a autora da receita diz que se podem perfeitamente congelar, antes ou depois de cozidos.
- A massa fica bem doce, por isso pode-se bem cortar metade ao açúcar que se junta ao leite e ninguém dá por nada. Ainda assim, e apesar de uma das pessoas a quem servi não gostar particularmente de doces, éramos 5 e não sobrou nenhum!

quarta-feira, junho 08, 2011

Focaccia de Alho e Alecrim

Adoro Focaccia! É uma maneira de fazer pão muito simples, mas que resulta num pão incrivelmente macio, com uma crosta estaladiça e um aroma suave a alecrim e alho. Não sendo grande fã de alho (sim, eu sei, toda a gente gosta de alho…), uso pouco, só o suficiente para perfumar levemente o azeite. Como gosto bastante de alecrim, uso bastante, mas o sabor final não fica muito forte.

Para o pão uso a receita do Artisan Bread que vi no blog Pão, Bolos e Cia. e que uso tantas e tantas vezes. Costumo misturar e levedar na MFP (sou preguiçosa, mesmo), mas é muito fácil de fazer à mão.

Ingredientes (receita do pão daqui e topping daqui):
320 ml água morna
2 c. sopa azeite
½ c. sopa sal
500 g farinha de trigo tipo 65
½ c. sopa fermento de padeiro seco
Azeite e sal
3 hastes de alecrim fresco
1 dente de alho grande

Preparação:
Coloca-se a água, o azeite, o sal, a farinha e o fermento na MFP (por esta ordem) e selecciona-se o programa Massa. Deixa-se terminar de levedar.

Unta-se um tabuleiro com azeite (uso um com cerca de 25x35 cm). Polvilha-se a pedra da bancada com alguma farinha e deita-se a massa sobre ela. Forma-se um rectângulo com a massa e transfere-se para o tabuleiro untado, esticando uniformemente para ficar do tamanho do tabuleiro. A massa deve ficar com cerca de 2 cm de espessura (pode-se fazer isto no tabuleiro do forno, formando um pão redondo ou oval).

Num almofariz esmaga-se o alho e as folhas do alecrim, com uma pitada de sal grosso. Junta-se um pouco de azeite (só para humedecer) e espalha-se esta mistura com as mãos sobre o pão, empurrando com os dedos para a massa ficar com “covinhas”. Cobre-se com um pano e deixa-se levedar novamente cerca de 30 minutos ou até dobrar de volume.


Aquece-se o forno a 200º. Quando a massa estiver pronta, polvilha-se com umas pedrinhas de sal grosso (pouco) e vai ao forno até estar dourada, 15 a 20 minutos. Não se deve deixar cozer demais, deve ficar fofa por dentro e com a côdea estaladiça mas macia.


É melhor servida quente, acabada de sair do forno. Assim nem precisa de mais acompanhamento! E caso estejam a achar estranho que o alecrim se tenha mexido tanto dentro do forno como estas duas últimas fotos sugerem, não se mexeu: as fotos são de duas focaccias diferentes, feitas em dias diferentes, só a segunda com este método de fazer o topping (que eu achei melhor e, por isso, partilhei). O que só prova que é bom: não fiz só estas duas vezes, já foram bastantes mais...

segunda-feira, junho 06, 2011

Chili


Ora aqui está uma coisa deliciosa, facílima de fazer, rápida e que se pode fazer em quantidades industriais e congelar em doses individuais, para quando não apetece cozinhar. Com umas caixinhas disto no congelador o jantar está sempre pronto. Para quem gosta de o comer com arroz, ainda se pode fazer o mesmo a este: fazer um panelão de arroz seco e guardar no congelador em doses individuais. Depois, é só pôr no microondas uma dose de cada e o jantar (ou almoço) está servido. Já agora, também é excelente para quem pode levar o almoço para o trabalho para comer de faca e garfo.

Quanto à receita em si, inspirei-me nas centenas de receitas de chili que fui encontrando por essa net fora. Os temperos fui buscá-los ao site do David Leite, um chef norte-americano com raízes portuguesas que é de morrer (a sério, vão lá e digam-me se não é, mesmo, de morrer!).

Esta receita presta-se a inúmeras variações, quer no tipo de carne usada, quer na variedade de feijões ou nos legumes que se incluem. Há quem faça versões vegetarianas (que me parece que devem ser pelo menos tão boas como as de carne) e os temperos podem ser adaptados ao gosto de cada um. Não pretendo que esta seja uma versão autêntica do Chili mexicano, é só a minha, com a qual toda a gente cá em casa está perfeitamente satisfeita, incluindo o piolho de 20 meses que provou e aprovou!

Isto dá um panelão que deu para uma refeição para 2, uma para 3 e mais 3 doses individuais para o congelador. Chega, portanto, para 7 ou 8 pessoas.

Ingredientes (adaptado daqui):
500-600 g. carne picada (usei novilho para fondue que piquei em casa)
1 cebola grande
1 lata tomate pelado
½ pacote de polpa de tomate (opcional)
3 c. sopa azeite
2 dl cerveja ou vinho (ou água)
1 c. chá cominhos
1 c. chá pimentão picante
2 c. chá pimentão doce
¼ ch. ketchup
¼ ch. molho barbecue
1 c. sopa mel (ou açúcar)
1 c. sopa molho inglês
½ frasco de jalapeños em fatias (ou malagueta fresca ou seca picada a gosto)
1 cenoura grande (opcional)
3 latas pequenas de feijão (usei duas de feijão preto e uma de feijão vermelho)

Preparação:
Pica-se a cebola e aloura-se no azeite, em fogo forte, até ficar translúcida e começar a dourar. Deita-se o tomate pelado e a cerveja e deixa-se ferver até evaporar o álcool. Tapa-se, reduz-se a temperatura e deixa-se ferver 10 a 15 minutos. Para um molho mais suave, triturar ligeiramente com a varinha. Juntar a polpa de tomate e deixar ferver.
Novamente em fogo forte, adicionar a carne picada e ir mexendo bem com uma colher de pau para evitar que fique em grumos (deve-se partir os pedaços maiores de carne, para que fique bem separada). Acrescentar os temperos: as especiarias, o ketchup, o molho barbecue, o mel, o molho inglês e os jalapeños. Juntar a cenoura cortada em pedaços pequenos (quase picada, para cozer mais depressa) e, quando ferver, voltar a reduzir a temperatura e deixar ferver mais 10 a 15 minutos.
Aumentar o lume, juntar os feijões e deixar ferver até ficarem quentes (como já estão cozidos é mesmo só para os aquecer). Servir com arroz seco.

Notas:
- Façam um enorme favor a vocês mesmos e, da próxima vez que estiverem em Espanha (ou em Trás-os-Montes), comprem pimentão, doce e picante, espanhol. Não digo isto muitas vezes, mas nuestros hermanos fazem um pimentão incomparavelmente melhor do que o que se vende por esses hipermercados fora. Em Bragança encontra-se no mercado e em quase todos os mini-mercados de bairro; vende-se em pacotes de 250g ou 500g e é usado para fazer o fumeiro. Garanto que não se arrependem de comprar tanto pimentão!
- Os jalapeños já se vão encontrando um pouco por todo o lado, normalmente numa secção que se vê já em quase todos os hipermercados (até em Bragança) dedicada à comida internacional. Normalmente está perto das polpas de tomate e das maioneses. São malaguetas bem menos picantes do que as nossas e com bastante sabor. Este chili ficou longe de estar picante, mesmo com esta quantidade toda (para a próxima uso o frasco todo). Se não encontrarem, não se preocupem: uma malagueta das nossas faz o mesmo efeito no sabor e bem mais no que ao picante diz respeito.
- Desta vez triturei o molho, mas prefiro sem triturar. A polpa de tomate usei porque os molhos de tomate, quando são triturados, tendem a ficar cor-de-laranja, por isso acrescentei a polpa para ter uma cor mais avermelhada. Na verdade, depois de juntar tudo o resto, a cor depende muito da cor dos feijões e com feijão preto nem valia a pena dar-me a esse trabalho…
- O chili costuma ser servido com natas azedas (impossíveis de encontrar mas replicáveis juntando 1 c. sopa de sumo de limão a 1 pacote de natas normais e deixando ficar uns minutos), guacamole, pico de gallo, e chips de tortilla. Aqui acho que fica melhor o arroz seco (e é bem mais saudável) e, como eu tinha um queijo de cabra transmontano bem fresquinho, resolvi desfazer uma fatia por cima. DIVINAL!

sexta-feira, junho 03, 2011

That's a Wrap!



Esta é a minha nova forma favorita de comer “on the go”. É fácil de fazer, come-se tão bem quente como frio, ocupa pouco espaço (para quando tem que se levar o almoço na carteira) e deixa-me sempre mais cheia do que calculo ao olhar para os embrulhinhos. Toda a gente cá em casa já aderiu à moda e tem sido o almoço/jantar de eleição quando é preciso comer depressa e em trânsito (que, ultimamente, tem sido muitas vezes).
Já fiz wraps de muita coisa, mas estes ficaram especialmente bons. Inspirei-me numa receita de quesadillas do blog 101 Cookbooks, mas fiz diferente porque a minha frigideira é grande demais para o tamanho das tortillas que compro no supermercado. Desta vez comprei umas maiores que encontrei e que são melhores para os wraps do que as normais, que uso para as quesadillas. Além de fáceis, estes wraps são, também, extremamente saudáveis porque não levam qualquer tipo de molho (e acreditem que não precisam dele).

Ingredientes (para 1 wrap):
1 tortilla de trigo
2 ovos
1 fatia de queijo flamengo
3 rodelas de chouriço, cortadas em cubos pequenos (opcional)
1 folha de alface
2 ou 3 fatias de tomate
1 fatia de ananás cortada em pedaços
3 ou 4 fatias de jalapeños (opcional)
Manteiga ou margarina para untar a frigideira

Preparação:
Numa frigideira anti-aderente derrete-se 1 colher de chá de manteiga ou margarina e frita-se o chouriço por 30 segundos. Batem-se os ovos e deitam-se na frigideira. Sem mexer, coloca-se no centro dos ovos o queijo partido em pedaços e as fatias de jalapeños. Com uma espátula, dobram-se os lados da omeleta para o centro para cobrir o queijo e os jalapeños, vira-se e deixa-se cozinhar a gosto (sei que é um sacrilégio, mas gosto das minhas omeletas bem passadas.
No centro da tortilla coloca-se a omeleta...


por cima põe-se a alface, o tomate e o ananás.


Dobram-se os topos da tortilla para dentro…

 

…e enrola-se.

 

Come-se imediatamente ou embrulha-se em papel de alumínio ou aderente para comer mais tarde.

 

Notas:
- Pode-se substituir a tortilla de trigo por outro wrap qualquer, de trigo, milho ou integral. As tortillas podem ter que ser aquecidas 10 seg. no microondas para se tornarem suficientemente maleáveis;
- O queijo pode ser de outro tipo, em fatias ou ralado;
- Os jalapeños podem ser substituídos por malagueta fresca picada (eu congelo as minhas, assim tenho sempre malaguetas frescas);
- Eventualmente poderá haver por aí alguém a perguntar-se porque diabos eu faria uma omeleta para meter dentro de um embrulho (ainda por cima as minhas eram grandes demais e tive que lhes cortar as pontas). Têm toda a razão: seria muito mais fácil simplesmente mexer os ovos com o chouriço e pôr-lhes o queijo por cima, antes da alface. Portanto, não sejam como eu, desliguem o complicómetro e façam mesmo assim ;-)