segunda-feira, junho 06, 2011

Chili


Ora aqui está uma coisa deliciosa, facílima de fazer, rápida e que se pode fazer em quantidades industriais e congelar em doses individuais, para quando não apetece cozinhar. Com umas caixinhas disto no congelador o jantar está sempre pronto. Para quem gosta de o comer com arroz, ainda se pode fazer o mesmo a este: fazer um panelão de arroz seco e guardar no congelador em doses individuais. Depois, é só pôr no microondas uma dose de cada e o jantar (ou almoço) está servido. Já agora, também é excelente para quem pode levar o almoço para o trabalho para comer de faca e garfo.

Quanto à receita em si, inspirei-me nas centenas de receitas de chili que fui encontrando por essa net fora. Os temperos fui buscá-los ao site do David Leite, um chef norte-americano com raízes portuguesas que é de morrer (a sério, vão lá e digam-me se não é, mesmo, de morrer!).

Esta receita presta-se a inúmeras variações, quer no tipo de carne usada, quer na variedade de feijões ou nos legumes que se incluem. Há quem faça versões vegetarianas (que me parece que devem ser pelo menos tão boas como as de carne) e os temperos podem ser adaptados ao gosto de cada um. Não pretendo que esta seja uma versão autêntica do Chili mexicano, é só a minha, com a qual toda a gente cá em casa está perfeitamente satisfeita, incluindo o piolho de 20 meses que provou e aprovou!

Isto dá um panelão que deu para uma refeição para 2, uma para 3 e mais 3 doses individuais para o congelador. Chega, portanto, para 7 ou 8 pessoas.

Ingredientes (adaptado daqui):
500-600 g. carne picada (usei novilho para fondue que piquei em casa)
1 cebola grande
1 lata tomate pelado
½ pacote de polpa de tomate (opcional)
3 c. sopa azeite
2 dl cerveja ou vinho (ou água)
1 c. chá cominhos
1 c. chá pimentão picante
2 c. chá pimentão doce
¼ ch. ketchup
¼ ch. molho barbecue
1 c. sopa mel (ou açúcar)
1 c. sopa molho inglês
½ frasco de jalapeños em fatias (ou malagueta fresca ou seca picada a gosto)
1 cenoura grande (opcional)
3 latas pequenas de feijão (usei duas de feijão preto e uma de feijão vermelho)

Preparação:
Pica-se a cebola e aloura-se no azeite, em fogo forte, até ficar translúcida e começar a dourar. Deita-se o tomate pelado e a cerveja e deixa-se ferver até evaporar o álcool. Tapa-se, reduz-se a temperatura e deixa-se ferver 10 a 15 minutos. Para um molho mais suave, triturar ligeiramente com a varinha. Juntar a polpa de tomate e deixar ferver.
Novamente em fogo forte, adicionar a carne picada e ir mexendo bem com uma colher de pau para evitar que fique em grumos (deve-se partir os pedaços maiores de carne, para que fique bem separada). Acrescentar os temperos: as especiarias, o ketchup, o molho barbecue, o mel, o molho inglês e os jalapeños. Juntar a cenoura cortada em pedaços pequenos (quase picada, para cozer mais depressa) e, quando ferver, voltar a reduzir a temperatura e deixar ferver mais 10 a 15 minutos.
Aumentar o lume, juntar os feijões e deixar ferver até ficarem quentes (como já estão cozidos é mesmo só para os aquecer). Servir com arroz seco.

Notas:
- Façam um enorme favor a vocês mesmos e, da próxima vez que estiverem em Espanha (ou em Trás-os-Montes), comprem pimentão, doce e picante, espanhol. Não digo isto muitas vezes, mas nuestros hermanos fazem um pimentão incomparavelmente melhor do que o que se vende por esses hipermercados fora. Em Bragança encontra-se no mercado e em quase todos os mini-mercados de bairro; vende-se em pacotes de 250g ou 500g e é usado para fazer o fumeiro. Garanto que não se arrependem de comprar tanto pimentão!
- Os jalapeños já se vão encontrando um pouco por todo o lado, normalmente numa secção que se vê já em quase todos os hipermercados (até em Bragança) dedicada à comida internacional. Normalmente está perto das polpas de tomate e das maioneses. São malaguetas bem menos picantes do que as nossas e com bastante sabor. Este chili ficou longe de estar picante, mesmo com esta quantidade toda (para a próxima uso o frasco todo). Se não encontrarem, não se preocupem: uma malagueta das nossas faz o mesmo efeito no sabor e bem mais no que ao picante diz respeito.
- Desta vez triturei o molho, mas prefiro sem triturar. A polpa de tomate usei porque os molhos de tomate, quando são triturados, tendem a ficar cor-de-laranja, por isso acrescentei a polpa para ter uma cor mais avermelhada. Na verdade, depois de juntar tudo o resto, a cor depende muito da cor dos feijões e com feijão preto nem valia a pena dar-me a esse trabalho…
- O chili costuma ser servido com natas azedas (impossíveis de encontrar mas replicáveis juntando 1 c. sopa de sumo de limão a 1 pacote de natas normais e deixando ficar uns minutos), guacamole, pico de gallo, e chips de tortilla. Aqui acho que fica melhor o arroz seco (e é bem mais saudável) e, como eu tinha um queijo de cabra transmontano bem fresquinho, resolvi desfazer uma fatia por cima. DIVINAL!

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