segunda-feira, outubro 31, 2011

Calzone na Frigideira



Pois é, como a massa de pizza sobrou (muita!), com alguma fiz estas calzones. Adoro calzones, principalmente feitas com massa bem fina e estaladiça e com bastante recheio! E foi assim que estas ficaram, bem estaladiças e muito bem recheadas. Melhor ainda: como a massa estava pronta no frigorífico, desde pensar nelas e comê-las passou um total de 30 minutos (15 dos quais para deixar a massa repousar)! Perfeito!


Para 1 calzone de cerca de 25 cm (o tamanho da frigideira):
Massa de pizza (um pedaço do tamanho de uma laranja)
2 c. sopa molho de tomate (usei este)
Fiambre (2 a 3 fatias)
Queijo ralado (um punhado)
Bacon (1 ou 2 fatias)
2 ou 3 cogumelos (champignons) fatiados finos

Retirar uma porção de massa do tamanho de uma laranja, formar uma bola, colocar na bancada enfarinhada e deixar repousar cerca de 15 minutos, para se esticar mais facilmente.

Ao fim dos 15 minutos, colocar uma frigideira anti-aderente em lume médio, com uma tampa, para aquecer. Esticar a massa bem fina, com uma forma ovalada. Em metade da massa, espalhar o molho de tomate numa camada fina. Por cima colocar o queijo ralado, as fatias de fiambre e de bacon e os cogumelos fatiados.

Dobrar a metade de massa sem recheio sobre o mesmo e pressionar bem os bordos para fechar. Transferir com cuidado para a frigideira quente e tapar. Deixar cozinhar 3 a 5 minutos, até estar dourada, e virar com uma espátula grande. Voltar a tapar e deixar cozinhar novamente até estar dourada do outro lado, mais 3 a 5 minutos. Servir imediatamente.

Nota: Não convém o lume estar muito forte, para não queimar a massa antes que o recheio aqueça bem e o queijo derreta. Ao todo, a pizza não deve cozinhar menos de 6 ou 7 minutos.

terça-feira, outubro 25, 2011

Pizza!



Ultimamente, por ter trabalho a mais e horas a menos no dia (mas quando é que inventam o dia com 48 horas?!), ando bem longe da cozinha. O resultado é que só lá entro quando há desejos de alguma coisa que só eu faço lá em casa. Foi este o caso com esta Pizza. A minha mãe disse que lhe andava a apetecer pizza, mas não daquelas compradas em pizzarias por este país fora, queria uma pizza em condições.

As melhores pizzas que eu já comi na minha vida estão, por incrível que pareça, em Bragança, no Restaurante Gôndola. De massa bem fina e crocante, feitas em forno de lenha e com produtos frescos e de excelente qualidade no recheio, são mesmo como eu gosto. A minha luta pessoal tem sido conseguir reproduzi-las em casa, até porque nem sempre estou em Bragança quando dá o desejo de pizza. Estas ficaram bem parecidas! J

Para 4 a 6 pessoas:
Massa (receita daqui):
500 g farinha de trigo sem fermento, de preferência Tipo 65
300 ml a 350 ml água
50 ml azeite
½ c. sopa sal
½ c. sopa fermento de padeiro seco

Recheio:
1 ch. molho de tomate (usei este)
400 g queijo mozzarella ralado (ou 3 ou 4 bolas de queijo mozzarella)
Fiambre, bacon, cogumelos, chouriça, presunto, salmão fumado, mistura de queijos, ou o que mais se quiser pôr-lhes em cima!

Para a massa, deitar numa taça bem grande a farinha, o sal e o fermento. Misturar bem, abrir um buraco no meio e juntar a água e o azeite, mexendo sempre com uma colher de pau até formar uma massa homogénea mas bastante húmida. Tapar com um pano e deixar levedar durante 2 horas. No final deste tempo pode-se usar imediatamente, ou tapar bem a taça (se tiver tampa, melhor) e colocar no frigorífico. Depois de descansar no frigorífico, a massa fica mais fácil de trabalhar.

Para cada pizza individual, retirar um bocado de massa do tamanho de uma laranja pequena. Formar uma bola e deixar repousar 10 a 20 minutos, para que a massa seja mais fácil de esticar.

Ligar o forno a 250º. Forrar 2 ou 3 tabuleiros com papel vegetal (ajuda a retirar as pizzas).

Colocar uma bola de massa na bancada enfarinhada e espalmar com as mãos até formar um disco com cerca de 1 cm de espessura. A partir daqui, pode-se usar o rolo da massa, ou pegar na massa e ir rodando nas mãos, pegando pelas bordas e deixando que o seu próprio peso a estique. Quando estiver na espessura desejada (gosto delas bem finas, com a massa quase transparente) colocar no tabuleiro forrado. Repetir com as restantes porções de massa.

Em cada disco de massa esticada, colocar 2 ou 3 colheres de sopa de molho de tomate e espalhar bem. O molho de tomate deve formar uma camada fina sobre a massa. Espalhar queijo ralado ou fatias de mozzarella a gosto e colocar os restantes ingredientes a gosto.

Levar ao forno bem quente até estar dourada e a massa estar cozida, cerca de 10 minutos. Servir bem quente!

Notas:
- Esta massa de pizza é deliciosa e, como não precisa de ser amassada e pode ficar no frigorífico à espera da hora de se fazer, dá mesmo muito jeito. Fiz estas pizzas num dia e fiz o dobro da massa, embora fosse fazer pizza apenas para 3 pessoas. Assim tenho massa durante cerca de uma semana no frigorífico para fazer o que me apetecer, incluindo mais pizza!
- Gosto das pizzas bem finas, mas se se quiser fazer uma pizza com massa mais alta, é só tirar um bocado de massa maior, do tamanho de uma laranja grande ou de uma toranja para cada pizza, e esticar menos, cerca de 0,5 cm deve ser suficiente (ela cresce no forno!).
- A pizza que está na foto foi feita com um bocadinho de massa um pouco maior (é difícil acertar sempre na mouche!) e tem 4 queijos dum lado (mozzarella, cabra, brie e parmesão), e bacon, cogumelos e salame do outro. Lá em casa só eu é que gosto de pizza de 4 queijos!
- Já dei a dica lá em casa que a prenda de Natal que quero este ano é uma pedra para fazer pizza. Dizem que dá um efeito parecido ao dos fornos a lenha, deixando a massa crocante por baixo. Feitas assim, as pizzas ficam com a massa cozida, mas mais mole. Quando a tiver e experimentar, venho cá contar como foi!

domingo, outubro 23, 2011

Cobbler de Carne e Legumes



Vi há tempos uma receita de cobbler de tomate (aqui, original daqui), e soube imediatamente que era uma óptima ideia. Não propriamente a ideia dos tomates assados no forno, que é uma coisa que, francamente, me desagrada, mas a ideia de um cobbler salgado, em vez de doce. Sou grande fã de sobremesas deste género, principalmente o crumble, por isso uma coisa destas só podia ser boa ideia. E foi!

O recheio foi fruto da inspiração do momento, e daquilo que havia no frigorífico. Os legumes e a carne utilizada podem ser completamente adaptados ao que se tiver ou ao que se gostar. Os biscoitos foram apenas ligeiramente adaptados da receita original (não tinha natas, usei leite). Ficaram muito bons, fofos por dentro, estaladiços por fora, com a parte de baixo húmida do molho dos legumes. Aconselho vivamente.

Ingredientes (adaptado daqui)
500 g cogumelos frescos (usei pleurothus e shitake)
100 g tomate cereja
1 courgette pequena
2 cenouras médias
1 pimento vermelho
1 pimento verde
500 g carne cozinhada, desfiada (usei vitela cozida)
1 ch. água ou caldo de carne (usei a água de cozer a vitela)
2 ch. + 2 c. sopa farinha sem fermento
2 c. chá fermento em pó
1 c. chá sal
100 g + 4 c. sopa manteiga sem sal
75 g. queijo gruyere ralado (cerca de 1 ch.)
200 ml leite


Aquecer o forno a 180º. Untar com manteiga ou azeite uma assadeira de cerca de 20x30 cm.

Cortar os cogumelos em tiras e as cenouras e courgette em meias-luas. Numa frigideira anti-aderente, aquecer 2 c. sopa manteiga e saltear os cogumelos em lume forte, até que estejam secos e dourados. Retirar e, na mesma frigideira, saltear a courgette e a cenoura em 1 c. sopa de manteiga, até que a courgette fique macia (3 a 4 minutos). Juntar aos cogumelos.

Lavar, retirar os pés e as sementes aos pimentos e cortar em cubos de cerca de 2 cm. Lavar os tomates e, se forem grandes, cortar a meio. Juntar aos restantes legumes. Polvilhar com 2 c. sopa de farinha e misturar bem. Regar com o caldo de carne (ou água) e deitar na assadeira untada.

Num robot de cozinha, misturar a restante farinha, o fermento e o sal. Juntar 100 g manteiga e ligar o robot até que a mistura fique em grumos do tamanho de ervilhas. Com o robot ligado, juntar o leite e misturar até que se forme uma massa (30 segundos a 1 minuto, não mais). Retirar para uma superfície enfarinhada e, se necessário, juntar mais farinha para a massa ser facilmente trabalhada (fica bastante húmida). Retirar bocados e espalhá-los sobre os legumes, a toda a volta, deixando o meio destapado. Pincelar com leite (opcional) e levar ao forno até que os biscoitos estejam cozidos e dourados, cerca de 1 hora.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Parabéns Diogo!




Hoje o meu filhote faz dois anos. Foram dois anos terríveis e maravilhosos, com todas as coisas boas e más que ter um filho acarreta, mas que eu não trocava por nada deste mundo. Ele é a luz dos meus olhos, por ele eu era, como todas as mães, capaz de morrer ou matar. E ainda tenho a sorte de ter um filho tão lindo e esperto que me basta sair com ele de casa para perceber como fui abençoada!

Neste dia, lembro-me não apenas do que senti quando ele nasceu, da felicidade extraordinária de conhecer um ser que amava há 9 meses, mas também do que senti antes dele nascer, quando soube que tinha pé boto. Não foi dos momentos mais felizes, mas trouxe-me a possibilidade de conhecer muita gente boa e de partilhar momentos extraordinários com essas pessoas. Já aqui falei delas, mas um novo obrigada nunca será demais.

E lembro-me, também, da enorme quantidade de crianças que, neste país, nasce com pé boto e ainda não é tratada com o método de Ponseti. E fico triste, por essas crianças sofrerem o que o Diogo, felizmente, nunca sofreu, por esses pais que, infelizmente, têm que testemunhar o sofrimento dos seus filhos, tantas vezes sem saber que existe uma alternativa melhor, mais eficaz, mais barata e, principalmente, menos dolorosa e difícil para as suas crianças.

Assim, hoje, quando o Diogo apagar as velas do seu bolo de aniversário, e porque ele ainda não o pode fazer, vou ser eu a fazer um desejo: que todas as crianças neste país sejam tratadas pelo método de Ponseti, seja em que hospital for, por médicos certificados para o fazer, e que o Estado português, no meio de tanto dinheiro mal gasto, guarde algum do que se poupará com a enorme quantidade de cirurgias que se evitarão para comparticipar, pelo menos para as famílias que as não possam comprar, as botinhas e a barra de que essas crianças precisam para que possam crescer, como a Mafalda e o Francisco e, se Deus quiser, o Diogo, crianças felizes, com dois pés perfeitos e sem qualquer tipo de limitação, poupando assim ainda mais dinheiro ao Estado.

É este o meu desejo de aniversário do Diogo. Tudo o mais, Deus já me deu

quarta-feira, outubro 05, 2011

Exfoliante Corporal de Café e Mel



Eu sei, isto não se come, mas quem é que disse que todas as receitas têm que ser comestíveis?! E isto é bom demais para não partilhar. Bom, barato e, parece-me, perfeito para fazer e oferecer de prenda de Natal a alguém.

Há tempos comprei um exfoliante corporal na Body Shop que adorei. Era cremoso, macio e parecia bastante gorduroso. O resultado final, depois de o usar, era uma pele exfoliada, mas também hidratada, de tal maneira que nem precisava de pôr creme hidratante. Único defeito: durou pouquíssimo!

Uns dias mais tarde vi, num programa do Dr. Oz, uma espectadora a dizer que usava uma máscara de mel e café na cara e que ficava com a pele muito macia e hidratada. Lembrei-me que aquela combinação era capaz de não ser má como exfoliante e, pensando naquele que tinha acabado havia pouco tempo, resolvi acrescentar um óleo corporal à mistura. O resultado não podia ser melhor: a pele fica, de facto, maravilhosamente hidratada e o cheirinho a mel e café pela manhã sabe tão bem! Experimentem!

Ingredientes:
¼ ch. café moído
¼ ch. óleo de corpo ou óleo de bebé
¼ ch. mel

Misturar tudo muito bem numa taça. O mel demora algum tempo a incorporar totalmente o óleo, é preciso ser um bocadinho persistente. Ao fim de 1 ou 2 minutos a mexer vigorosamente já deverá ter ficado uma mistura homogénea.

Guardar numa caixa com tampa que feche bem, para não entrar água no duche.

Notas:
- Usei o café que tinha servido para fazer os nossos cafés na máquina, depois de o deixar secar muito bem um dia ou dois à janela;

- O importante, aqui, não é tanto a quantidade, mas mais as proporções: são partes iguais de tudo;

- Esta versão fica bastante agressiva, uma vez que o café não é muito moído. Fiz, há dias, uma versão menos agressiva, com a mesma quantidade de café, o dobro dos outros ingredientes e 1/2 ch. de açúcar amarelo. Continuo a preferir a original, mas fica aqui a opção.