segunda-feira, julho 25, 2011

Extracto de Baunilha




Chegou! A baunilha que encomendei pela internet, a partir de um site belga que não conhecia (e depois de uma semana a temer pelo destino dos meus preciosos euros), chegaram as minhas queridas vagens de baunilha! E são uma MARAVILHA!

Quem nunca usou uma vagem de baunilha para cozinhar não imagina o sabor que elas têm. São um bocado feias (OK, muito feias), mas o aroma da verdadeira baunilha é inimitável e nem sequer é remotamente parecido com os aromas artificiais que se vendem por esses supermercados fora (e que tantas vezes usei por falta de substituto).


Em Portugal, as vagens de baunilha são caríssimas: qualquer coisa como € 2,75 cada uma, pequenas e bem secas. Do site Riziky encomendei dois tipos: Gourmet e Premium, 12 de cada. As Gourmet são mais pequenas, ficaram a cerca de € 0,58 cada uma. As Premium são as maiores, ficaram a € 1,25 cada uma, ou seja, menos de metade do preço das vagens normais nos nossos supermercados.


Hoje abri as Gourmet, com o objectivo de fazer extracto e licor (as Premium, enormes e gordas, vou guardar para fazer algo especial, como gelado de baunilha ou creme brulée!). Eram demais! Gordas, húmidas e cheias de “caviar”: as minúsculas sementes da baunilha. É incrível pensar que estas coisas estranhas são o fruto de uma orquídea!

O frasco de aspecto estranho há-de ser licor. Tem aquela cor por causa da mistura de álcool a 96º e água. Daqui a umas semanas publico aqui a receita, quando o acabar!


Ingredientes:
200 ml rum branco (ou vodka, ou qualquer outra bebida alcoólica de sabor neutro)
3 vagens de baunilha


Lavar muito bem um frasco pequeno (usei um frasco de vidro de iogurte líquido), cuja tampa feche hermeticamente, onde caiba um pouco mais do que 200ml de líquido. Secar bem. Abrir as vagens de baunilha ao meio e, com a parte não afiada da faca, retirar o caviar raspando a parte aberta da vagem. Deitar no frasco. Picar as vagens vazias em pedaços pequenos e juntar ao frasco. Juntar o rum e fechar bem. Agitar e reservar.

Vi várias receitas, umas mais “ricas” do que outras. Resolvi-me por 3 vagens para 200 ml de rum, mas há sites que recomendam bastante mais. As recomendações vão todas no sentido de deixar em infusão durante algumas semanas, 6 a 8 no mínimo, antes de começar a usar, e é isso que vou fazer. Para já, começa a ter um tom dourado muito agradável. Vou dar notícias daqui a alguns meses e, entretanto, aposto que vão aparecer por cá umas poucas receitas com baunilha!

sexta-feira, julho 01, 2011

A Minha Lasanha


Esta não é a melhor lasanha do mundo, nem sequer do meu canto desse mundo, muito menos uma lasanha autenticamente italiana. É apenas a minha lasanha, que nem sequer é sempre a mesma. Esta foi feita num Domingo em que apetecia e porque a minha cunhadinha adora lasanha e, como é uma querida, merece que a faça só por causa dela.

Desta vez fiz algumas coisas diferentes: usei vitela e frango, o que torna a lasanha um bocadinho menos rica em colesterol; não usei cogumelos, como costumo fazer; usei uma mistura de espinafres, molho branco e requeijão para uma das camadas; usei massa fresca (comprada no supermercado). O resultado final foi maravilhoso, a massa é mais macia do que a seca e o molho de carne estava fantástico, nem se dava pela inclusão do frango. Quanto aos espinafres, eu adorei e toda a gente que comeu concordou que ficavam muito bem, mas são totalmente opcionais.

Isto dá uma grande lasanha, que serve bem 8 pessoas muito gulosas. Se não precisarem disto tudo, não façam menos: separem o que sobrar em doses individuais e, da próxima vez que passarem pelas lasanhas congeladas no supermercado, façam uma careta de desprezo porque têm uma bem melhor guardadinha no congelador lá de casa, só à espera de uns minutos no microondas :-)

Ingredientes (para 8 pessoas):
2 embalagens de massa de lasanha fresca (pode ser substituída por placas de lasanha seca)
1 l molho branco (ou molho béchamel, caseiro ou de compra)
900 g carne de vitela picada (mandei picar no talho do supermercado)
300 g peito de frango picado (piquei em casa porque no talho não picam!)
1 lata grande de tomate pelado
1 cebola grande, picada
4 c. sopa azeite
1 c. sopa amido de milho
Sal, pimenta e piri-piri a gosto
1 c. sopa pimentão doce
1 c. sopa orégãos
1 chávena folhas de manjericão, picadas
350 g folhas de espinafres (usei 2 embalagens de 175 g de espinafres cortados)
50 g requeijão (usei caseiro)
100 g queijo parmesão, ralado
3 bolas de queijo mozzarella, cortado em fatias finas (ou 2 embalagens de queijo mozzarella ralado)

Preparação:
Num tacho grande em lume forte, alourar a cebola em 3 colheres de sopa de azeite, até ficar translúcida e começar a dourar. Com uma tesoura, cortar os tomates pelados dentro da lata, de forma a que comecem a desfazer-se (ou usar tomate já cortado), e juntar todo o conteúdo da lata ao refogado de cebola. Se necessário, juntar um pouco de água, mexer bem, baixar o lume, tapar e deixar ferver 15 a 30 minutos, até o tomate se desfazer. Se a pressa for muita, passar o molho com a varinha.

Aumentar o lume, juntar a carne picada aos poucos, mexendo sempre para não ficar colada. Temperar com sal, pimenta, piri-piri, pimentão doce e orégãos. Deixar ferver, reduzir novamente o lume e deixar apurar mais 10 a 15 minutos. Como a carne é picada, coze muito rapidamente. Se necessário, juntar alguma água. A carne deve ficar com algum molho, mas espesso. Se necessário, dissolver 1 colher de sopa de amido de milho num pouco de água fria e juntar ao molho, mexendo sempre. Depois, deixar ferver mais 3 a 5 minutos, para cozer bem o amido e não ficar com gosto de farinha crua. Quando estiver pronto, juntar o manjericão e metade do queijo parmesão.

Enquanto a carne cozinha, fazer o molho branco como se explica aqui, juntando-lhe, no final, a outra metade do queijo parmesão. Numa frigideira grande aquecer 1 c. sopa de azeite e juntar as folhas de espinafres. É melhor começar por juntar uma parte, deixar murchar um bocadinho, e ir juntando o resto. Deixar as folhas murchar, mexendo sempre. Assim que estejam murchas, retirar para uma tábua e picar mais ou menos fino. Deitar para uma taça, juntar o requeijão e 2 a 3 dl de molho branco, e misturar bem.

 

Aquecer o forno a 200º. Num tabuleiro grande (o meu tinha cerca de 30 x 45 cm), colocar uma camada fina de molho branco (impede que a lasanha cole ao fundo e queime). Por cima, colocar uma camada de placas de massa, cortando à medida se necessário. Não devem ficar muito sobrepostas, pois as partes em que haja sobreposição ficam mais duras.


Por cima da massa espalhar metade do molho de carne e cobrir com outra camada de massa. Por cima, espalhar o preparado de espinafres, e cobrir com mais uma camada de massa.


Espalhar o resto do molho de carne e cobrir com mais uma camada de massa. Por cima, espalhar bem o molho branco restante e cobrir com as fatias de queijo mozzarella. Levar ao centro do forno durante 30 a 40 minutos, até que esteja bem dourado por cima.


Se começar a dourar antes de passados 30 minutos, cobrir com papel de alumínio e deixar passar este tempo. No fina, retirar o papel de alumínio e, se necessário, deixar dourar mais um pouco. Se, pelo contrário, ao fim de 40 minutos ainda não estiver dourado, ligar o grill do forno e deixar tostar bem.


Notas:
- As quantidades de carne que indico são “a olho”, o que usei foram 1 kg de vitela e 500 g de frango, no entanto tirei um pouco de molho de carne para fazer um esparguete à bolonhesa para o meu piolho, por isso esta quantidade deve ser a que acabei por usar na lasanha. Se não se quiser fazer a camada de espinafres, as quantidades devem dar para 3 camadas de carne.

- Normalmente incluo cogumelos nas minhas lasanhas. No caso de o querer fazer, poder-se-ia substituir 300 g de carne por 500 g de cogumelos frescos (portobello ou pleurothus são os meus preferidos), picados, que se acrescentam depois da carne, quando o molho estiver a ferver bem.