domingo, julho 08, 2012

Petit Gateau



Há tempos vi uma receita no fabuloso blog da Leonor de Sousa Bastos, Flagrante Delícia. Antes de mais, o blog já vale uma visita só pelas fotos. Ela consegue fazer as coisas mais banais parecer absolutamente decadentes e pecaminosas! Não ajuda que a maior parte das receitas que ela lá publica sejam, de facto, verdadeiros pecados, embora pecado maior fosse não as experimentar.

Esta receita, que ela apelida de “não coulant”, é uma verdadeira maravilha, cuja maior qualidade é, também, o seu maior defeito: faz 10 doses individuais, que devem ser congeladas antes de cozinhar e que podem esperar no congelador até que a vontade surja. Escusado será dizer que a vontade surge com uma rapidez incrível!

Para 10 pessoas (sem tirar nem pôr, daqui, porque, “why mess with perfection?!”)
6 ovos
160 g açúcar em pó (fiz duas vezes, uma delas com açúcar normal)
225 g manteiga amolecida (manteiga mesmo, da verdadeira)
40 g maizena
60 g farinha de trigo (sem fermento)
225 g chocolate em barra, com 70% de cacau (usei o da marca Continente Gourmet, de que gosto bastante e não me leva couro e cabelo)

Derreter o chocolate em banho-maria. Bater a manteiga até estar cremosa. Juntar o açúcar e bater bem. Juntar os ovos um a um, batendo bem entre cada um. Misturar a farinha e a maizena e bater bem. A massa fica bastante líquida e é necessário bater bem para que a farinha fique incorporada e sem grumos.

Deitar a massa em formas individuais untadas e polvilhadas de farinha. A Leonor sugere formas de 5x6cm e 100 g de massa em cada uma. Para não arriscar, fiz exactamente isso, mas não usei formas de bolo, não tinha deste tamanho. Usei uns ramequins de louça que são do tamanho certo. Levar ao congelador até que estejam completamente congeladas – eu fiz de véspera e deixei-as no congelador até ao dia seguinte.

Aquecer o forno a 200º (a primeira vez fiz a esta temperatura, mas cozeram demais, por isso desde aí tenho feito a 220º). Quando estiver bem quente, colocar as formas directamente do congelador (e não, as minhas formas de louça não partiram no forno) e deixar cozer cerca de 20 minutos, até formarem uma crosta por fora, mas estarem bem líquidos no meio (como aumentei a temperatura, cozi menos tempo – 15 a 16 minutos). Sugestão muito útil da autora da receita – fazer um primeiro teste com um bolo e ajustar a cozedura.

Servir bem quente (acabado de sair do forno), com uma bola de gelado. Pelo tempo que demora a cozer, estes bolinhos são perfeitos para pôr no forno no início do jantar e comer quentinho à sobremesa!

Estes bolinhos são, de facto, caprichosos e acho que ainda não acertei totalmente com a fórmula da cozedura. Para explicações mais detalhadas, sugiro a leitura atenta da receita da Leonor, incluindo os comentários. Há uma série de perguntas que algumas pessoas foram colocando e que me ajudaram imenso.

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